Evento nesse sentido foi realizado nesta quinta-feira na sede da Agrodefesa em Goiânia, quando da realização da primeira reunião anual do Comitê de Trabalho de Combate à Brucelose no Estado de Goiás. A pesquisa sobre a incidência de brucelose no estado de Goiás foi encomendada pelo Fundepec junto ao Instituto Euvaldo Lodi no ano passado. O trabalho de levantamento de dados foi feito em 86.785 propriedades rurais, abrangendo 182 dos 246 municípios, com uma margem de erro variando entre 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

As perguntas foram diversas como “conhece pouco e sempre vacina o rebanho”, com resultado de 58,6% dos entrevistados; “conhece muito e sempre vacina o rebanho”, com 39,3%; “conhece nada sobre isso e nunca vacinou”, 1,1%; “conhece pouco e já vacinou, mas atualmente não vacina mais”, 0,9%; “conhece muito e já vacinou, mas atualmente não vacina mais”, 0,1%. Outras perguntas: principais motivos que levam os produtores a vacinarem o rebanho? Respostas: 89,4 por prevenção de doença; 8,5%, cumprimento da legislação; 1,7%, recomendação do veterinário; 0,1%, medo de ser autuado; 0,1%, vender o gado e 0,1%, recomendação da Agrodefesa, além de outros questionamentos.
As principais ações definidas pelo Comitê são as seguintes: reduzir a prevalência e a incidência em bovinos e bubalinos; nova instrução normativa para regular a brucelose em Goiás; obrigatoriedade de saneamento de tuberculose em propriedades e certificação de propriedade livre de adesão voluntária.
Composição
De acordo com Portaria da Agrodefesa, foi instituída a Comissão Estadual de Combate à Brucelose e a Tuberculose no Estado de Goiás, cujos representantes (através do Comitê), discutem todas as ações a serem implementadas. Entre essas ações estão previstas intensas campanhas de conscientização sobre a necessidade de vacinação do rebanho (contra a brucelose) e combate a tuberculose através de controle já que, para essa última doença, não existe vacina.

Compõem essa Comissão, representantes das seguintes instituições: Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento-Seapa; Agência Goiana de Defesa Agropecuária – Agrodefesa; Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária de Goiás – Emater; Superintendência Federal de Agricultura em Goiás; Fundo Emergencial para a Sanidade Animal de Goiás, Fundepec; Escola de Veterinária e Zootecnia da Universidade Federal de Goiás-UFG; Pontifícia Universidade Católica de Goiás – PUC; Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Goiás – CRMV-GO; Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Goiás – Faeg; Associação de Buiatria do Estado de Goiás; Associação Goiana de Empresários Revendedores de Produtos Agropecuários; Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados do Estado de Goiás – Sindicarne; Sindicato das Indústrias de Laticínios no Estado de Goiás – Sindileite; Secretaria de Saúde do Estado de Goiás e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar.
Pesquisa do Fundepec
A iniciativa do Fundepec em realizar essa pesquisa, tem como meta continuidade ao seu trabalho de dar maior segurança ao pecuarista goiano e ajudar na sanidade animal do estado, como já fez em relação à febre aftosa que já foi erradicada no estado que deverá receber até 2026, o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal como área livre da doença, sem vacinação o que já acontece no estado que não imuniza mais o rebanho bovino contra essa zoonose.

No momento, o Fundo Emergencial para a Sanidade Animal de Goiás, está preocupado com a incidência da Brucelose e da Tuberculose bovinas no Estado e está tomando iniciativas no sentido de conclamar todos os entes interessados em sanidade animal, a se unirem nessas tarefas. Outro passo importante que o Fundepec está definindo, é a aglutinação de entes ligados a pecuária visando a implantação também em Goiás, do sistema de rastreabilidade bovina de acordo com orientações do Ministério da Agricultura e Abastecimento.
Redação e fotos: Ascon Fundepec-Goiás