A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), órgão do Governo de Goiás, informa aos proprietários de estabelecimentos comerciais avícolas que termina nesta sexta-feira (31/01) o prazo para preenchimento da declaração de biosseguridade em granjas avícolas e inserção do documento no Sistema de Defesa Agropecuária (Sidago). A medida faz parte de um conjunto de ações adotadas pelo Estado como prevenção e mitigação de risco da infecção de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (gripe aviária).
“A Influenza Aviária é uma doença com potencial zoonótico e risco pandêmico, caso ocorra transmissão sustentada entre humanos. Esse cenário reforça a importância da vigilância para a detecção precoce, medida essencial para proteger tanto a saúde animal quanto a pública. Por isso a declaração é fundamental para que a Agrodefesa possa ter rastreabilidade desses animais e, consequentemente, saber onde estão essas granjas e o que pode ser feito para mitigar risco de contaminação”, afirma a coordenadora do Programa Estadual de Sanidade Avícola da Agrodefesa, Silvânia Andrade Reis.
Descumprimento
Em caso de não envio da declaração no prazo estabelecido, os responsáveis técnicos pela biosseguridade de granjas e estabelecimentos comerciais avícolas poderão responder por falta ética, conforme prevê o Código de Ética do médico veterinário, estabelecido por meio da Resolução 1.138/2016 do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFVM). Já os estabelecimentos poderão sofrer bloqueio no registro cadastral, resultando na proibição da emissão de Guia de Trânsito Animal (GTA).
Biosseguridade
De acordo com o Mapa, a biosseguridade em avicultura constitui-se na adoção de um conjunto de medidas e procedimentos operacionais que visam prevenir, controlar e limitar a exposição de aves contidas em um sistema produtivo a agentes causadores de doenças. Ao implementar e manter boas práticas de produção baseadas em biosseguridade, o produtor minimiza o risco de introdução e a disseminação de doenças em sua granja.
A Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) pode ser causada pelo vírus Influenza tipo A e atualmente a exposição direta a aves silvestres infectadas é o principal fator de risco de transmissão da doença para as aves domésticas, sejam de produção comercial ou subsistência. Estas aves atuam como hospedeiro natural e reservatório dos vírus da IAAP, desempenhando papel importante na evolução, manutenção e disseminação desses vírus. Sendo uma doença altamente contagiosa, pode afetar várias espécies de aves domésticas e silvestres e, ocasionalmente, mamíferos como cavalos, suínos e até o homem.
Comunicação Setorial da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) – Governo de Goiás